Thursday, August 18, 2005

Pausa pro Intervalo



Você sabia que não precisa ser músico para cursar o Instituto Integrity?

Você tem interesse de tornar sua liderança com mais visão e mais sadia?

Você quer oferecer o melhor para o Senhor?

Então você sabe o que fazer...

Thursday, August 04, 2005

Sleepless in Seatle

É duro escrever sobre cinema quando não tem um cinema na cidade que você mora... Só nos resta os DVDs...

Certo dia eu estava comentando o quanto eu gosto de Sleepless in Seatle. Uma moça olhou pra mim, desconfiando da minha masculinidade, e fez o seguinte comentário: “Ai... é tão sem graça esse filme! Eles nem se beijam no final!” completou, indignada.
Sintonia de Amor é um filme a moda antiga, feito para nossa geração. Os “trintões” de hoje.
Samuel não beija Annie Reed no final do filme. É verdade. Sleepless é o tipo de filme que funciona como um livro. O filme inteiro é feito não para construir o final dele, mas para edificar algo posterior a ele. Complicado? Vou tentar explicar...
Annie, Samuel e Jonah foram feitos um para o outro. Quase que o tempo todo eles passam a extensão territorial dos EUA separados um do outro. Nesse tempo eles passam provando para quem assiste, que eles devem passar o resto de suas vidas juntos.
Depois de assistir, sempre penso onde eles moram agora, se o Jonah cresceu, quais são os últimos projetos de Samuel... O final do filme, é simplesmente o começo da história. E esse é o grande mérito dos livros. Você não é obrigado a ver o que colocam na sua frente, mas na nossa imaginação somos capazes de construir uma série de circunstâncias não impostas.
É eles não se beijam no final... do filme. Penso no privilégio do pequeno Jonah presenciar o encontro do seu pai com Annie. Ele viu um homem de prioridades. Talvez beijar seja o fim de mais um capítulo, e o começo de outro, ainda melhor.
Eu amo Sleepless in Seatle. (Inclusive a belíssima trilha Sonora!)

Friday, April 22, 2005

Não é Só a Menina que é de Ouro...

Lindo, profundo...
Hilary Swank, Clint Eastwood e Morgan Freeman. Fantásticos!
Quem poderia imaginar que alguém capaz de fazer filmes na linha Dirty Harry, poderia fazer algo tão inteligente e singelo como Menina de Ouro.
Tem gente criticando falando em apologia a eutanásia. Não sou a favor de eutanásia. Sou pró vida, e quem sou eu para julgar se vegetativo ou não é vida! Mas a atitude do "Boss" é apenas um reflexo do desespero do homem em frente ao sofrimento. Tal desespero vem do nosso vazio existencial, da nossa falta de fé de que alguém tem algo melhor do que aquilo que escolhemos.
Acho que o filme vai além da eutanásia. Clint está falando sobre segunda chance, redenção... Mora aí a beleza do filme.
Uma relação baseada na fidelidade, no cuidado um com o outro, no respeito, em acreditar um no outro. Piegas? Muito pelo contrário. O chão é duro e frio e em nenhum momento tira-se os pés dele. Ele encontra a chance de ser pai novamente, e ela continua sendo uma boa menina, mas com o reconhecimento de alguém.
Mo Cuishle...
Essa palavra define muito bem o rumo do filme, até o seu final. E não a eutanásia em si.
Porque sofre o ser humano?
Não que crente não sofra, não é esse o ponto. Mas a dor faz de nós seres capazes de entender que existe algo fora do lugar. Caso contrário, não podemos experimentar a cura. Com que olhos veremos o filme? Pró-eutanásia e triste? Ou sobre acreditar e amar?
Prefiro acreditar, e amar.

Monday, April 04, 2005

Constantine

Pois é! Catei minha primeira tela em Pompéia... ou melhor, Marília! Fui eu de tiozão com o Shin, a Carol (filhos do Massao) e o Yukio, meu mais novo companheiro de marmita!


Constantine, é o nome do personagem de Keanu Reeves. Acho que ele cansou de "santidades" como Neo, ou Buda e resolveu encarar um papel mais obscuro, pra ver se consegue livrar-se dessa aura puritana que "Matrix" e "O Pequeno Buda" trouxeram para sua vida pessoal. Mas ainda assim, acho que não conseguiu...
O sujeito consegue ver um pouco dos dois mundos, o material e o espiritual. É um neo-exorcista, que se utiliza de conhecimentos em demonologia e magia negra para "livrar" as vítimas de possessões do mal que as afligem. Ele parece transitar num mundo com uma geopolítica diferente, onde um mundo não pode interferir no outro, e que tudo gira em torno de uma aposta entre Deus e Lúcifer (carinhosamente apelidado de Lou) quanto ao uso humano do livre-arbítrio. A intenção de Constantine é comprar com o Pai o absolvimento do seu maior pecado na adolescência, que foi ter cometido suicídio. Ele crê que quanto mais demônios ele enviar de volta para o inferno, mais moral ele vai ter com Deus. Onde estão os cristãos para dizer ao sujeito que salvação não se compra (nem com indulgências) mas é pela Graça de Deus através do sacrifício do seu Filho amado.
Os métodos usados no filme são no mínimo engraçados... pelo menos para nós cristãos. O que no filme é mostrado como uma guerra de nojeiras e relíqueas, para nós se resume apenas num fato: O Sangue de Jesus Tem Poder!
Certa altura do filme imagina-se que Deus é um velhinho abatido, que fica sentado no trono tirando catota do nariz. Mas nesse ponto eles corrigem bem essa impressão, mostrando um Deus que respeita nosso livre-arbítrio, e que acima de tudo está atento à ação dos seres humanos e do inimigo.
Gostaria de ressaltar 3 coisas:
- Gavin Rossdale, vocalista da banda inglesa Bush, que é casado com a moça do No Doubt, deve se afastar das telas e continuar com sua bandinha; (Infelizmente ninguém que estava comigo tem um passado negro no rock'n roll para poder compartilhar esse comentário)
- Na luta do bem contra o mal, assim como o apóstolo Paulo diz sabiamente na Bíblia, o mal só se vence fazendo o bem. E nunca fazendo alianças com o inimigo!!!
- Ok, Constantine salva a mocinha do filme! O ato dele demonstrou Amor. E quando o bicho tava quase indo pro céu, Lou pega o cara, cura ele do câncer e faz ele voltar para a vida na terra. Olha, quem tem o controle de tudo é Deus, e não satanás. Quem decide se alguém fica ou vai é Deus! Bem nesse ponto, levanta-se a questão: Deus pode ter usado o inimigo para que Constantine pudesse continuar na terra usando seu dom... vai saber....
- E por último... eu sei que disse 3 mas acho que esse comentário é indispensável: Keanu Reaves já foi Buda, Neo 3 vezes ( um dos personagens mais crentes que eu já vi), advogado do esquerdinha... vai gostar assim do assunto lá longe!
Bem, como sempre, dá vontade de comentar cada detalhe do filme, mas corro o risco de ficar mais longo e mais chato! O legal é que na volta pra casa, eu e a tchurma conversamos muito a respeito de como são as coisas de Deus, e isso já valeu muito a pena. Fora isso, fica outro comentário: O Papa morreu. O que isso tem haver com o filme? Bem, nenhum dos dois, nem o filme nem a notícia citam o principal... Jesus morreu pelos nossos pecados, e ressucitou para que nos tornemos mais que vencedores! Aiai... vai se auto-promover assim lá longe... Povo, leiam I Coríntios!

Saturday, January 15, 2005

Crítica Brilhante de Uma Geração Sem Perseverança

O nome do filme é "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Memória". Filme brilhante, Jim Carrey brilhante.
Um filme que a gente tem que parar para perguntar: " E se fosse verdade?"
E se existisse um software, ou uma engenhoca que pudésse apagar de nossa mente qualquer lembrança traumática das nossas vidas? Mas o filme não se resume apenas numa questão tecnológica. Mas viaja no íntimo de uma geração que faz tudo por um prazer vazio, muitas vezes até sintético.
Caso nossa atitude não mude, as próximas gerações serão incapazes até... de andar. Pois o processo é dolorido. Vejo uma geração muda, que não consegue acompanhar o processo de inclusão numa vida social, que muitas vezes pode ser penoso. E é isso que no desenrolar do filme vemos na personagem de Jim Carrey.
O processo que o liberta das cadeias da emoção é justamente o momento em que ele decide apagá-las de sua memória, e acaba percebendo que ao "deletar" Tangerine( Clementine ) de suas lembranças, ele está deletando ele mesmo. Um exemplo disso é que depois de "esquecer" Clementine, ele esquece também aquela velha canção quixotesca, que todos sabem e estranhamente, ele não. (Oh, querida! Oh, querida! Oh, querida Clementina!....) A liberdade vem quando Joel (Jim Carrey) faz uma revisão do seu passado ao lado de sua namorada, e que de certa forma atinge áreas mais íntimas e profundas do seu ser.
Nesse aspecto o diretor do filme ilustra de maneira convincente as memórias de Joel, e de como elas se fragmentam e se conectam trazendo linearidade a trama... Fenômeno já explorado por ele em "Quero ser John Malkovitch".
Mas voltando ao cerne do filme, trata-se da concepção até a morte, e porque não dizer putrefação, de um relacionamento. E nesse ponto o mérito do filme é conseguir avaliar que Joel em muitos momentos dialóga com a imagem que ele faz de Clementine, e não com ela em si. É engraçado ver como ela, dentro dele, parece possuir vida própria. A bactéria causadora da putrefação do relacionamento são as suas próprias emoções e não Tangerine em si. Todos os momentos em sua cabeça, que eles discutem seu namoro são feitos com ele mesmo, e nessa hora temos um vislumbre do que é o Amor, quando a lembrança encarna o que Clem é de verdade. De novo, ao apagá-la, ele acaba comento o erro de apagar-se também.
O que isso tem haver com nossa geração? "Inutilia Truncat"
Sendo inútil qualquer coisa que não nos traga prazer imediato. Então, alívio imediato.
Nós corremos o risco de ser uma geração incapaz de enfrentar problemas. Veremos crianças aprendendo a andar de capacete e cotoveleira. Sem saber que desprotegemos assim suas emoções e seu caráter, o poder de levantar enfrentar a dor e continuar. Acaba sendo uma questão que invade diretamente nossa fé, nossa espiritualidade em Cristo. Viveremos na superfície de todas as coisas? Redenção é o encontro da realidade.

Saturday, November 27, 2004

Por que os Americanos fazem Cinema...

... como eles fazem? Assistindo "O Dia Depois de Amanhã" pensei sobre algumas coisas.


Já escrevi sobre alguns filmes, e é interessante que apesar de gostar de filmes pequenos, independentes, acabo falando muito sobre blockbusters. E assistindo a um deles formulei uma teoria.
Tenho encontrado no meio dos filmes de "Hollywood" um padrão que me leva sempre até Jesus. Fanatismo ou não, é o que tenho visto. Analisem comigo.
Uma nação protestante
Os EUA formam um país basicamente protestante. Não vamos discutir agora se estamos falando de um cristianismo verdadeiro ou não. Mas o ponto que eu quero chegar, é que a história de Jesus já é algo incutido no subconsciente dos americanos. Existe uma maneira de contar histórias típica desse povo, e isso vem dos púlpitos.
Vamos usar "O Dia Depois..." como um exemplo. Acho que depois podemos aplicar o exemplo em cima de outros roteiros. Mas basicamente estamos de um pai que resgatará o seu filho, em meio a um cataclisma ele enfrentará autoridades, a fúria da natureza, e a razão. Ele atenderá a promessa feita a Sam Hall. Ele irá buscá-lo em Nova Iorque. Para isso, ele deixa instruções ao seu filho, e obedecendo, sua vida seria salva. Num certo momento do filme, várias pessoas fogem caminhando na neve em direção ao Sul. Sam e centenas de pessoas que se abrigam na Bilblioteca de Nova Iorque ouvem um policial dizendo que há mais chance de viver se sairem do prédio e se juntarem ao resto da população em fuga. O rapaz tem as instruções do pai, e diz para que todos fiquem, pois Jack é uma grande autoridade no assunto e sua instrução era que ficassem abrigados lá. Muitos seguem a maioria, poucos ficam. Esses poucos ficam por diferentes razões. Alguns por que crêem que o pai de Sam sabe o que é certo.
Falei de Deus e de Jesus, ou não?
Motivações
Se eu fosse um grande executivo de Hollywood, pensaria em primeiro lugar aplicar o meu dinheiro num investimento certo. E para isso investiria em algo no qual saberia que iria vender. Ora, se estamos falando de um país de base protestante, eu sei o que está no subconsciente desse povo. Porque não usar isso em benefício próprio? Para vender Matrix, já se sabia o sucesso de "O Tao da Física", de "Platão" com as sombras no fundo da caverna e de, claro, "Jesus Cristo" e a maneira de viver de um "cristão".
Bem, não sou um milionário de L.A., sou um cara normal. E não quero ver o coração de homens. Quero ver a motivação no Coração do meu Pai. E o que vejo é Deus falando através de um veículo. Um grande veículo de massas. As pedras estão falando? Perguntou a Elen, enquanto explicava minha teoria.
Deus está usando um povo para dizer algo para o mundo inteiro. Acredito que Spiderman, Matrix, O Dia Depois passam em cinemas chineses, ou outros povos fechados ao Evangelho. Até "A Paixão de Cristo" entrou em países muçulmanos, onde poucos missionários tem acesso. Aliás, quanto ao filme de Mel Gibson em co-autoria do Espírito Santo(segundo o próprio sr. Gibson), na época em que foi lançado foi acusado de anti-semita e de "excessivamente violento", porém foi projetado na mesma época que "Kill Bill-Vol.01", que foi lançado como um cult. Que ironia! Só de pensar nos títulos, um fala da Paixão e outro simplesmente de "matar o tal de Willian-volume01". Sinto que Deus quer que mais cristãos tomem posse dessa arte. E que façam com excelência, assim como se faz secularmente.
Concluindo
"O Dia Depois de Amanhã" não foi um filme que assisti na estréia. Ao contrário, assisti agora na casa da Elen, e porque já estava alugado. Tenho minhas restrições quanto ao gênero, mas não posso negar que enquanto assistia podia ouvir o Espírito no meu coração dizendo: "Presta atenção agora... Olha ali... O que você viu agora?" E por isso valeu muito a pena assisti-lo. E tem sido um prazer muito grande, de uns tempos para cá, assistir filmes(sempre gostei). Não só pela companhia da Elen, ou por satisfazer o prazer de ver um filme, mas de sentir o Pai falando diretamente comigo.
Vamos procurar Jesus no próximo filme? (Tipo, Onde Está Wally... hahahahaha)

Tuesday, November 16, 2004

O Espelho tem Duas Faces

Deixei de assistir esse filme várias vezes porque sempre achei que fosse um musical...Odeio musicais! Por exemplo, nem a Nicole Kidman salvou Moulin Rouge, bem, tem quem goste! Voltando ao assunto, me apaixonei por esse filme que a Elen me apresentou! Assistam!!!



Well, folks! "O Espelho Tem Duas Faces" (Columbia Tri Star) é um filme de Barbra Streisand com um dos meus atores prediletos, Jeff Bridges. É um romance inteligente, que fala sobre libertação de alguns paradigmas ligados ao "amor contemporâneo".
O que você vê quando olha para o espelho? O que aquela imagem de você mesmo diz sobre o que você realmente é? Compliquei?
Gregory e Rose são professores universitários que lecionam matemática e literatura romântica respectivamente. A personagem de Jeff Bridges é um homem atormentado pelo sexo oposto. É um homem atraente e que se deixa dominar facilmente pelas mulheres. Impulsivo, perde a linha quando o assunto é sexo. Não raciocina, mal consegue manter-se em pé, e acaba cedendo ao desejo. O papel de Barbra é o do patinho feio. Literalmente uma estranha no ninho, pois é filha de uma enxuta Lauren Bacall, e para complicar irmã de uma mulher de beleza clássica e de gênio forte (entenda-se, chata!).
Gregory, entende exatamente qual é o seu problema, e passa então a procurar uma mulher cujo cérebro seja perfeito e cujo corpo não o faça perder o rumo. Rose é o alvo perfeito.
A partir daí, desenvolve-se uma invejável história de amor. Um homem que enxerga uma mulher além daquilo que a sociedade espera que ela seja. É um encontro de almas. O clímax da problemática é o fato de que Gregory aboliu o sexo e tudo que seja romântico não só do seu namoro, mas também do seu casamento. Os motivos de Gregory eram absolutamente egoístas, ele queria alguém para estar ao seu lado, em função dele. Mas Rose ao mesmo tempo, acreditou que um homem"handsome" a queria, e achou que isso bastaria sem pensar que no futuro poderia vir a cobrar mais do que haviam combinado. Não enxergavam que haviam conquistado muito mais do que poderiam imaginar, e apenas a ausência poderia fazê-los perceber o quanto já haviam alcançado.
O que torna o filme tão especial? Acho que é uma lição para as mulheres, mas acima de tudo, para nós homens. Rose é o tipo de mulher que extrai de Gregory, o que ele tem de melhor. E ele por sua vez, faz com que Rose descubra durante o filme qual é o seu verdadeiro valor. Mesmo aqueles que ela desprezava, e que em doses equilibradas, transforma o velho patinho, num lido cisne.
Para nós, homens, Gregory ensina que o que uma mulher quer, é mais do que ser observada. Elas querem ser vividas. Muito mais do que apalpadas, serem tocadas. Está além das nossas mãos, muito além de um pênis. Toda mulher possui uma alma a ser conquistada. O caminho foi perfeito. Sexo tem a hora certa de acontecer. A beleza é como uma flor, e todas as mulheres já nascem com essa semente em seus peitos, basta saber o quanto precisam de água e de luz, e de quando tirá-la do algodão e plantá-la em seu jardim.
Acho que é para isso que fomos "projetados". Homens e mulheres.
Assistam "O Espelho tem Duas Faces"! E façam seus homens assistirem também! rs